Tem uns três anos que escrevo aqui sobre o panorama profissional e suas transformações; um que “reclamo formalmente” do ambiente inóspito [pra minha mente] que se constituiu. Adotei o caminho mais racional, de ir contra a maior parte dos valores que a sociedade tenta impor, e respeitei meus valores, meu coração. Não trilho mais meu caminho profissional pela estrada da MMC Publicidade, pois entre todas as escolhas que gosto fazer, sempre opto pela felicidade.

Não “reclamo sozinho” de como o meu mercado profissional tem problemas. É uma cultura em processo de transformação, pois a revolução tecnológica dos últimos 20 anos está nos conduzindo para a extinção não apenas dos cargos, mas da profissão como existe. A essência do modelo de trabalho existirá, mas restarão no mínimo 1/5 das pessoas com os cargos atuais. Migraremos os conhecimentos que utilizamos para aplicar em outros caminhos / áreas, muito provavelmente. A desumanidade do relacionamento comercial e da relação de trabalho, para mim, não serve.

E ser prospero, no meu mundo, é continuar gostando do que faz, ganhar dinheiro por isso, mas não vender a sua alma e todo o seu tempo útil de vida para tal. É viver o máximo de bons dias para que, nos ruins, ele apenas passe e não leve consigo nada que não seja necessário.

Não que exista momento certo, mas vejo-me numa etapa da vida onde as possibilidades começam a mudar não de tamanho, mas de perspectiva. E para não me tornar (construir uma vida como) as pessoas que não admiro e não me sinto à vontade para conviver, é melhor mudar. Mudar e superar. Encarar o desapego da estabilidade com a mesma “fúria” que encarei, até aqui, todo o desgaste psicológico e emocional. E seguir superando as adversidades cotidianas. E mudar em tudo o mais que for necessário. Para o resto ser o resto pra valer.

[] “are not the same, it seems to me” | Moving On and Getting Over, John Mayer.

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