… eu tento parar tudo pra realinhar. É mais que não gostar de mimimi, é tentar, como num quebra-cabeça que ao invés de utilizar formas utiliza tamanhos, posicionar as peças no lugar. E dar o valor certo para as coisas e pessoas que vivo.

No capítulo do ano, tem algo que eu sempre tive resistência: egoísmo. Tão natural, comum, e mais que humano, é um defeito que todos carregamos, só que “perdi as cancha” pra dibrá-lo.

Eu sou o cara de branco. O Ronaldinho G. é o egoísmo.

E sem o dibre, transborda do coração e martela na cabeça um desejo de sentar e reclamar. Não esse modelo “rede social”, infelizmente melhor utilizado em ferramentas tão bacanas. Mas uma trava indireta nos dias que vai auxiliando a congelar minha natureza (na maior parte das vezes) realizadora, de nem pensar muito, escolher no que dar foco e meter a cara até sair completo ou de aprendizado novo. Sentar, por parar. Reclamar, por parecer que não tem solução [e, bem conversadinho, não tem mesmo: não deveria me incomodar em como as pessoas são, elas são o que são e pronto. A escolha de conviver com elas é minha!]. Acumulam-se pequenas grandes coisas e grandes pequenos sentimentos. E vão ficando.

E a primeira coisa que fica é um machucado. Pessoas do trabalho, esposa, família… só tiram. Dão quando convém. Cobram, descontam as frustrações de suas particularidades em mim e eu, que só tou ali tentando fazer as coisas seguirem com o melhor que tenho, perco as forças. E subo a reguinha da paciência, e entre os meus defeitos, vou deixando as gotas caírem no copo, até que transborde. Quando transborda, não tem tempestade. Tem a devolução, gota por gota, numa conversa firme e transparente, que resulta em choro doladelá e um pedido do ladecá.

Meu casulo fecha um pouquinho, deixo as feridas lá sarando, e procuro sair melhor. Procuro, friso porque nem sempre acontece. Imperfeição, lembra? Mesmo com feridas sendo “cutucadas”, mesmo com a régua da paciência até quebrada, eu sigo tentando fazer o resto ser apenas o resto, afinal, o esforço compensa. Quase sempre dá, e quando não dá, só resta acreditar que tudo passa, pois passa mesmo :)

sem música!

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