O mesmo nome do avô, subtraído o Fernandes. Resumidamente: 20 e poucos anos, publicitário (diretor de arte), atleticano, e feliz. Extensivamente (e daqui pra frente, não espere aqueles perfis em formato de receita-de-sucesso-que-saiu-naquele-site-ou-revista-referencial-e-bacana que nos habituamos a ler nas mídias sociais à fora):
Caçula, o 4º [precedido por 1 irmão e 2 irmãs] filho de uma família batalhadora. Um pai presente e severo, e uma mãe serena e protetora. Fruto de uma criação entre adultos, composto essencialmente de uma personalidade forte. Ouve muito, mas muito mais do que fala. Por isso, tem na sinceridade a melhor qualidade e o defeito predileto. Observa e preza detalhes. Dá valor ao que tem e se dedica, muito, a tudo que gosta.
Avesso à hipocrisia, mesmo sendo inevitável conviver com ela. Tímido, paciente, resiliente. Sereno, frio, que desaprendeu a arrepender-se do que faz ou deixa de fazer. Que carrega consigo aquilo e aqueles que lhe são necessários, sem falsidades. E procura sempre tratar as pessoas como pessoas, e as coisas como coisas, pela medida da reciprocidade. Que acredita que entre ser e ter, o importante é aprender. Vivendo um dia de cada vez. Meta, objetivo, resultado; aprendizado, caminhada, evolução. Admira sorrisos, coerência no agir, firmeza de caráter e pôr-do-sol. Entre amigos e colegas, gosta reciprocamente de muita gente e procura oferecer a cada um o seu melhor. Nutre amor pelo que é simples [e nem poderia ser diferente, dada a vida que tem para levar]. E é um romântico, quase das antigas, mas com os pés no chão. Liga para as aparências... de quem adora ligar para elas.
Escrever, bikear, correr, cozinhar, ilustrar, e ir à Arena da Baixada são as distrações que mais divertem; sempre acompanhado por música. Arte e cultura completam o uso de todo o tempo que dá, ou sobra. Uma pós-graduação em gestão de marcas [concluída no meio de 2011] e o mestrado em comunicação são os principais objetivos do momento.
O ambiente pessoal e familiar ensinaram que, de gente fazendo coisas, o mundo está cheio. É preciso ter paixão pelo que faz e, sem ser mais que a obrigação, ser e estar o melhor em tudo que se propuser a fazer. Com essa filosofia, a dedicação aos estudos sempre foi algo muito natural, nada mais que parte da vida; nenhuma nota menor que 7, em todos os anos de ensino fundamental e médio. Em casa, no crescer, ao invés de brincar na rua, preferia o quarto e os desenhos: assisti-los na TV, e reproduzi-los nos papéis de rascunho que sobravam do escritório. Multiplicar as tarefas das aulas de educação artística, e olho vivo nos quadrinhos antigos do irmão. Quando o escritório (junto à casa) passou a ter um computador, ao invés da prioridade aos jogos, mãos e mouse rabiscavam no paint; a curiosidade sobre um programa, um tal de “CorelDraw!5”, e a descoberta de que ali tinha como desenhar, fora um cd com cliparts deste programa e do pacote office. Estava com 9 anos, e a ideia ainda não era ter ideia alguma.
Até os 14, mexer no Corel era uma distração, uma ocupação para quando o PC estivesse livre. Um autodidatismo que só virou ideia quando o filme “Do que as mulheres gostam” foi alugado e aquela profissão ali descrita soou muito mais que divertida. Somou-se à adoração ao que era visto nas ruas e na telinha, naquela época, só da TV. Do ano seguinte até o final do ensino médio, um compromisso consigo [saber se era aquilo mesmo que queria] e a pesquisa sobre o que significava essa tal Publicidade e o que dava pra fazer na área, quanto ganhar, até onde ir. Curiosidade que virou paixão. Paixão que virou certeza. E uma inscrição na UFPR.
A aprovação não veio: ficou perdida entre alguma das três questões que não levaram para a segunda fase [naquele ano a concorrência foi 31 por vaga] e era a desilusão certa, já que passaria mais um ano para conseguir ou preparar-se financeiramente para bancar uma faculdade, ou o cursinho para enfim estar na Federal. Naquele mesmo dia do resultado, chegou uma carta do Governo Federal: um convite para inscrever-se no Programa Universidade Para Todos – PROUNI. Bastava a nota do ENEM, e a escolha em até 5 universidades sobre qual curso fazer, com a bolsa integral que compatibilizava-se com o orçamento da família. Inscrição feita, e com as notas, o primeiro lugar nas 4 maiores faculdades particulares da cidade. A Universidade Tuiuti do Paraná, sendo a refêrencia nos cursos de comunicação na época, foi a escolha definitiva. A paixão começava a virar profissão.
Uma vez em curso, a mesma pergunta teve sempre a mesma resposta. Você sabe o que quer fazer na publicidade? Sim, Direção de arte. A mesma dedicação aos estudos, e o tempo livre dedicado ao estudo [autodidata, sempre] de design e artes visuais, somando os materiais que existiam no quarto do irmão [que trabalha com editoração, produção gráfica e design gráfico] as bibliotecas acessíveis, para compreender e assimilar todas as metodologias, práticas e tecnologias. Ainda nesse período, o começo do trabalho como freelancer [um escasso ganha-pão] e o voluntariado na Instituição de minha família, para aquisição de [entre outros conhecimentos] experiência em comunicação. Passada metade do curso, houve a mudança de turno na faculdade e, pouco tempo depois, a conquista do primeiro estágio [depois de algumas oportunidades que não puderam ser aproveitadas]: três meses e meio de mais aprendizado.
Um término de graduação singular e o primeiro emprego na área conquistado, na MMC Publicidade. Aquela ideia é uma paixão, que está resumidamente traduzida neste link. Uma paixão irrepreensível e insubstituível. O sobrenome qual utilizo para responder pela minha profissão, é uma mera formalidade, para resumir, sem definir, o que eu faço. Ainda há muito o que aprender para ser diretor de arte em sua essência, e trabalhar nisto está implícito nos objetivos descritos acima.
Surgiu em 2004, deste desenho acima. Tirou um “putz, que tesão!” do dono deste site, literalmente com um duplo sentido: na época eu achei o máximo, e o “T” de fato é maior que as outras letras. Já encaminhava a idéia de um blog, e pra não ficar com um nome pessoal, deu nisso. Um tzaum de blog.
Ele visava matar dois coelhos com uma cajadada só: ocupar o tempo e preparar-me para os vestibas. Começou a ter algumas visitas, a troca de contatos foi ficando interessante, e o prazer por escrever mantém o projeto vivo até então.
É uma continuidade deste projeto, já que o investimento num endereço próprio na internet, hoje, é acessível. Já tinha o teclado, o mouse um nome na mão, era colocá-lo no ar. A marca deste site é a junção das marcas que ele vai abrigar, e que já estão no ar desde 2004 (blog) e 2006 (portfólio), respectivamente.
